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Isto é o que se ama nos amigos; e de tal modo se ama, que a consciência humana se considera culpada se não ama ao que a ama, ou se não retribui amor com amor, sem procurar de seu corpo nada além dos sinais de benevolência. Daqui o pranto quando morre um amigo, e as trevas de dores, e as lágrimas do coração, e a doçura que se transforma em amargura, e a morte dos que morrem transformada na morte dos que vivem. Bem-aventurado o que te ama, Senhor, e ao amigo em ti, e ao inimigo por ti, porque só não perde nenhum ser querido aquele a quem todos são queridos naquele que não se pode perder. E quem é este, senão nosso Deus, o Deus que fez o céu e a terra, e os enche, porque, enchendo-os, os criou? Ninguém, Senhor, te perde, senão o que te abandona. Mas, quem te deixa, para onde vai, ou para onde foge, senão de ti manso para ti irado? Onde não achará tua lei para seu castigo? Porque tua lei é a verdade, e a verdade és tu.

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