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Assim fornica a alma, quando se aparta de ti e busca fora de ti o que não pode achar puro e sem mescla senão quando se volta para ti. Perversamente te imitam todos os que se afastam de ti e se levantam contra ti. Porém, mesmo imitando-te assim, indicam que és o criador de toda criatura, e que, portanto, não existe lugar onde alguém se possa afastar de ti de modo absoluto. Que amei, então, naquele furto, ou em que imitei, embora viciosa e perversamente, a meu Senhor? Acaso em deleitar-me obrando contra a lei enganosamente, já que não o podia fazer por força, simulando, cativo, uma liberdade manca ao fazer impunemente o que estava proibido, tenebrosa semelhança de tua onipotência? Eis aqui o servo que, fugindo de seu senhor, alcançou uma sombra. Ó podridão! Ó monstro da vida e abismo da morte! Como pôde agradar-me o ilícito, e não por outro motivo, senão porque não era lícito?

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