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Introdução à ontologia · Primeira parte / Existência

Existência

Parágrafo 28

Mas é preciso ir mais longe e dizer que, no que diz respeito à coisa, a distinção entre a essência e a existência não pode ser mantida: ela só vale, ou, antes, só deve ser introduzida ali onde pode permitir à existência produzir sua essência. Por isso, basta dizer das coisas — como se mostrará na seção seguinte — que elas são realidades, sem as promover à dignidade da existência. Então, por via de consequência, diremos que elas não têm essência — isto é, interioridade —, que só têm sentido para um sujeito cuja atividade elas limitam, e ao qual aparecem sob a forma de fenômenos puros.

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