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Introdução à ontologia · Primeira parte / Ser

Ser

Parágrafo 15

Essa análise permite compreender por que não há, acima do ser, nenhuma razão de ser da qual o próprio ser pudesse ser derivado. Pois essa razão de ser implicaria o ser de algum modo. É preciso dizer, por consequência, que é o ser que, ao produzir-se, produz sua própria razão de ser. Ora, se a razão de ser é verdadeiramente a interioridade de cada coisa, e se quisermos, como acontece, considerar que a própria coisa se acrescenta à razão de ser (embora apenas a manifeste e a fenomenalize), então é preciso dizer que o próprio ser se confunde com sua própria razão de ser, e com a razão de ser de toda coisa — o que explica suficientemente por que ele é ato; pois o que caracteriza a razão de ser é que ela é a única eficácia agente pela qual cada coisa é, com efeito, o que é.

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