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Nesse ponto um soldado amarelo aproximou-se e bateu familiarmente no ombro de Fabiano:

— Como é, camarada? Vamos jogar um trinta-e-um lá dentro?

Fabiano atentou na farda com respeito e gaguejou que não tinha dinheiro. Mas ele tinha dinheiro, o cobre da feira, tudo em notas amarrotadas no lenço, um nó apertado no fundo da algibeira.

O amarelo insistiu, e Fabiano foi com ele para o interior da bodega, onde havia uma mesa com cartas de jogar e copos. Recebeu uma carta de baixo e embirrou porque o soldado amarelo, sentando-se, encostou uma perna nele. Afastou-se, num movimento de cadeira, e baralhou os couros. O jogo prosseguiu em silêncio. A final Fabiano levantou-se, agitando-se nervoso:

— Não vou jogar mais. Vou-me embora.

O soldado amarelo deu-lhe um empurrão, Fabiano ergueu a mão para defender-se e levou uma bofetada. Saiu da bodega cambaleando, sentindo na cara um peso enorme.

Na rua, uma perna atirou-lhe rasteira, e Fabiano rolou na poeira da calçada. Levantou-se atordoado, viu um círculo de pessoas em torno. Indagaram-lhe se queria ir para a cadeia e dar sopapos nos polícias. Fabiano respondeu que não queria. Tinha sido um mal-entendido. Mas disseram que ia, que estava bêbado. Cambaleou para a praça, atravessou-a, foi até à cadeia, empurrado a ponta-pés.

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