Vemos, portanto, as coisas que fizeste, porque elas existem. Mas porque tu as vês é que elas existem. E nós vemos por fora que elas existem, e por dentro, que são boas. Mas tu as viste feitas ali onde viste que haviam de ser feitas. Agora estamos inclinados a fazer o bem, depois que nosso coração concebeu de teu Espírito; outrora estávamos inclinados ao mal, apartando-nos de ti. Tu, porém, ó Deus uno e bom, nunca deixaste de fazer o bem. Algumas de nossas obras, por tua graça, são boas, mas não são eternas. Contudo, esperamos depois de realizá-las repousar em tua grande santificação. Mas tu, o Bem que não carece de bem algum, estás sempre em repouso, porque és teu próprio repouso. Que homem poderá dar ao homem a inteligência dessa verdade? Que anjo a outro anjo? Que anjo ao homem? A ti se peça, em ti se busque, à tua porta se bata: assim, assim se receberá, assim se achará, assim se abrirá. Amém.
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