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Procurei ver com atenção se foram sete ou oito vezes que viste a bondade de tuas obras quando elas te agradaram. E não achei que tua visão estivesse sujeita à lei do tempo, o que me teria feito compreender que foi esse o número de vezes que viste o que fizeste. Então disse: “Senhor, não é tua Escritura verdadeira, pois tu, que és veraz e a própria verdade, a publicaste? Por que então me dizes que em tua visão não há tempos, ao passo que tua Escritura me diz que, a cada dia, viste que eram boas as coisas que fizeste — e, quando as contei, achei quantas vezes?” A isto me respondes, porque és meu Deus, falando com voz forte no ouvido interior de teu servo, e, rompendo minha surdez, me dizes clamando: “Ó homem, o que minha Escritura diz, isto também digo eu. Mas ela fala no tempo; ao meu Verbo, porém, não sobrevém o tempo, porque subsiste em eternidade igual à minha. Assim, o que vedes por meu Espírito, sou eu quem o vê; e o que dizeis por meu Espírito, sou eu quem o diz. Mas, enquanto vós as vedes no tempo, eu não as vejo no tempo; e, enquanto vós as dizeis no tempo, eu não as digo no tempo.”

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