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Mas qual foi o motivo, ó luz verídica? A ti aproximo meu coração; para que ele não me ensine vaidades, dissipa-lhe as trevas e dize-me, eu te suplico, por nossa mãe, a caridade, sim, eu te suplico, dize-me qual foi o motivo, por que só depois de ter nomeado o céu, a terra invisível e caótica e as trevas sobre o abismo, por que só então é que tuas Escrituras falam de teu Espírito? Será porque era necessário propor sua noção de tal sorte que se pudesse dizer dele que pairava sobre alguma coisa, o que não seria possível se não se começasse por designar a coisa sobre a qual se poderia imaginá-lo? De fato, não era acima do Pai nem do Filho que ele pairava, e seria impróprio falar que ele pairava, se não pairasse acima de nada. Por isso era necessário dizer em primeiro lugar acima do que ele pairava, e só depois falar daquele de quem não convinha falar senão dizendo que pairava sobre alguma coisa. Mas por que não convinha propor sua noção senão dizendo que ele pairava?

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