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Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! E, no entanto, estavas dentro de mim, e eu fora, a te procurar! Eu, disforme, me lançava sobre as coisas formosas que criaste. Estavas comigo, e eu não estava contigo. Prendiam-me longe de ti coisas que nem existiriam, se não existissem em ti. Chamaste, e clamaste, e rompeste minha surdez. Fulguraste, resplandeceste, e puseste em fuga minha cegueira. Exalaste teu perfume, respirei-o, e agora suspiro por ti. Eu te saboreei, e agora sinto fome e sede. Tocaste-me, e ardi por tua paz.

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