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Creio que já fizeste com ela o que te peço, mas aceita, Senhor, as oferendas voluntárias de minha boca. Porque, estando iminente o dia de sua morte, ela não pensou em enterrar seu corpo com grande pompa, ou que fosse embalsamado com preciosas essências, nem desejou um monumento escolhido, nem se preocupou em ter um sepulcro na pátria. Nada disto nos pediu, mas unicamente desejou que nos recordássemos dela ante o teu altar, ao qual servira todos os dias de sua vida, sabendo que nele se imola a vítima santa, pela qual foi apagado o escrito que nos era contrário, pela qual vencemos o inimigo que conta nossos delitos e procura com que nos acusar, nada achando naquele que é nossa vitória. Quem poderá devolver-lhe seu sangue inocente? Quem poderá restituir-lhe o preço com que nos comprou, para assim nos arrancar dele? A este sacramento de nosso preço ligou tua serva sua alma com o vínculo da fé. Que ninguém a afaste de tua proteção. Que entre ela e ti não se interponha, nem por força, nem por insídia, o leão ou o dragão. Ela não responderá que nada deve, para não ser convencida e arrebatada pelo astuto acusador, mas responderá que suas dívidas lhe foram perdoadas por aquele a quem ninguém pode restituir o que por nós pagou sem nada dever.

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