Não recordo bem o que respondi a essas palavras. Mas cerca de cinco dias mais tarde, ou pouco mais, caiu de cama com febres. Estando enferma, teve um dia um desmaio, ficando por pouco tempo privada dos sentidos. Acudimos correndo, mas logo voltou a si, e vendo-nos presentes a mim e a meu irmão, disse-nos, como quem pergunta algo: “Onde estava eu?” Depois, vendo-nos atônitos de tristeza, nos disse: “Sepultareis aqui a vossa mãe.” Eu me calava, retendo as lágrimas, mas meu irmão disse não sei que palavras, com as quais parecia desejar-lhe, como algo mais feliz, morrer na pátria e não em terras distantes. Ao ouvi-lo, minha mãe repreendeu-o com o olhar, e com o rosto aflito por ter pensado em tais coisas; e depois, olhando para mim, disse: “Vê o que ele diz.” E depois, dirigindo-se a nós dois: “Sepultai este corpo em qualquer lugar, e não vos preocupeis mais com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estiverdes.” E tendo-nos explicado seu pensamento com as palavras que pôde, calou-se, seu estado piorou e suas dores tornaram-se mais agudas.
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