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Quando poderei recordar tudo o que aconteceu naqueles dias de descanso? Mas não esqueci, nem quero passar em silêncio, a aspereza de teu açoite e a admirável presteza de tua misericórdia. Atormentavas-me então com uma dor de dentes, que se agravara a tal ponto que me impedia a fala. Veio-me ao coração a ideia de pedir a todos os meus que estavam presentes que te rogassem por mim, Deus de toda salvação. Escrevi meu desejo em uma pequena tábua encerada e lha dei para que a lessem. Apenas dobramos os joelhos com suplicante afeto, logo a dor desapareceu. Mas que dor era aquela? E como desapareceu? Enchi-me de espanto, eu o confesso, meu Deus e Senhor. Nunca, desde minha infância, havia experimentado coisa semelhante. No fundo de meu coração reconheci um sinal da tua vontade, e, contente na fé, louvei teu nome. Contudo, esta fé não me deixava viver tranquilo quanto a meus pecados passados, que ainda não me haviam sido perdoados por teu batismo.

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