Assim, na alegria torpe e execrável, como na alegria lícita e permitida, na mais sincera e honesta amizade, como naquele que estava morto e tornou a viver, que se havia perdido e foi encontrado, em toda parte uma alegria maior é precedida de uma dor também maior. Por que isto, Senhor, meu Deus, quando tu mesmo és tua alegria eterna, e quando as criaturas que te rodeiam tiram de ti sua alegria? Por que esta parte do Universo está sujeita a alternativas de progressos e quedas, de uniões e de separações? Será este seu modo de ser, e o único que lhe concedeste quando, desde o mais alto dos céus até o mais profundo da terra, desde o princípio dos tempos até o fim dos séculos, desde o anjo até o pequenino verme, e desde o primeiro movimento até o último, dispuseste todos os gêneros de bens e todas as tuas obras justas, cada uma em seu lugar e tempo? Ai de mim! Quão elevado és nas alturas e quão profundo nos abismos! Jamais te afastas para parte alguma, e, contudo, quanto esforço para voltar a ti!
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