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Contemplei depois as outras coisas e vi que deviam a ti sua existência, e que todas estão contidas em ti, não como em um lugar, mas de modo diferente: conservas todas elas em tua verdade, como em tua mão; todas as coisas são verdadeiras enquanto existem, e só é falso o que julgamos existir, mas não existe. Também vi que cada coisa adapta-se não só a seus lugares, mas também a seus tempos, e que tu, que és o único eterno, não começaste a obrar depois de infinitos espaços de tempo, porque todos os espaços de tempo — passados ou futuros — não poderiam passar nem vir se não agisses e permanecesses.

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