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Como ardia, meu Deus, como ardia por voar de volta das coisas terrenas para ti, sem saber o que fazias comigo! Porque em ti está a sabedoria, e o amor à sabedoria tem um nome em grego, que é filosofia; por ela aquelas páginas me inflamavam. Não faltam os que enganam servindo-se da filosofia, colorindo ou encobrindo seus erros com nome tão grande, tão doce e honesto. Mas quase todos os que tal fizeram em seu tempo e em épocas anteriores são apontados e refutados nesse livro. Também se encontra ali bem claro aquele salutar aviso de teu Espírito, dado por meio de teu servo bom e piedoso: vede que ninguém vos engane com a filosofia e com vãs seduções, segundo a tradição dos homens, segundo os elementos deste mundo, e não segundo Cristo, porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Mas então — tu bem o sabes, luz de meu coração —, como eu ainda não conhecia o conselho de teu Apóstolo, só me deleitava, naquela exortação, o fato de que por aquela palavra eu era excitado, e aceso, e ardia para amar, buscar, alcançar, reter e abraçar fortemente não esta ou aquela seita, mas a própria sabedoria, qualquer que ela fosse. Só uma coisa refreava em mim tão grande chama: ali não estar o nome de Cristo. Porque este nome, Senhor, este nome de meu Salvador, teu Filho, meu tenro coração o bebera, por tua misericórdia, com o próprio leite de minha mãe, e o retinha em suas profundezas; e assim, tudo quanto fosse escrito sem este nome, por muito erudito, polido e verídico que fosse, não me arrebatava totalmente.

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