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Contudo, Senhor meu, ordenador e criador da natureza, mas do pecado somente ordenador, eu pecava; pecava, Senhor meu Deus, agindo contra as ordens de meus pais e mestres, porque podia no futuro fazer bom uso das letras que desejavam que eu aprendesse, qualquer que fosse sua intenção. Eu não era desobediente para me ocupar de coisas melhores, mas por amor do jogo, buscando nos combates soberbas vitórias, e gostando que fábulas mentirosas me coçassem os ouvidos, para que ardessem de comichão cada vez mais viva, enquanto a mesma curiosidade, brilhando cada vez mais em meus olhos, se voltava para os espetáculos e jogos dos adultos, jogos que dão tão grande dignidade a quem os oferece, que quase todos desejam as mesmas dignidades para seus filhos, a quem, contudo, consentem de bom grado que se açoite, se com tais espetáculos fogem dos estudos, por meio dos quais desejam que eles venham um dia a oferecer espetáculos semelhantes. Senhor, olha misericordiosamente para essas coisas, e livra-nos delas a nós que já te invocamos; mas livra também os que ainda não te invocam, a fim de que te invoquem, e tu os livres.

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