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Tu, pois, Senhor meu Deus, que deste vida à criança e um corpo que, assim como vemos, dotaste de sentidos, compuseste de membros, embelezaste pela forma e no qual, para sua integridade e preservação, infundiste todos os impulsos do ser vivo; tu me mandas louvar-te nessas coisas e confessar-me a ti, e cantar a teu nome, Altíssimo: porque és Deus onipotente e bom, ainda que tivesses feito apenas essas coisas, que ninguém mais pode fazer senão tu, Uno, de quem procede toda medida; formosíssimo, que formas todas as coisas, e com tua lei ordenas todas as coisas. Essa idade, pois, Senhor, na qual não me lembro de ter vivido, a respeito da qual acreditei em outros e que, a partir de outras crianças, conjecturei ter vivido, embora essa conjectura seja muito confiável, custa-me incluí-la nesta minha vida, que vivo neste século. Pois, no que diz respeito às trevas de meu esquecimento, ela é igual àquela em que vivi no ventre de minha mãe. E se também em iniquidade fui concebido e em pecados minha mãe me alimentou no ventre; onde, suplico-te, meu Deus, onde, Senhor, eu, teu servo, onde ou quando fui inocente? Mas eis que deixo de lado esse tempo: e que tenho eu agora a ver com ele, do qual não recordo nenhum vestígio?

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