Quem me concederá repousar em ti? Quem me concederá que venhas ao meu coração e o embriagues, para que eu me esqueça de meus males e te abrace, meu único bem? Que és para mim? Tem misericórdia de mim, para que eu fale. Que sou eu mesmo para ti, para que me ordenes amar-te e, se não o fizer, te ires contra mim e me ameaces com imensas misérias? Acaso é pequena a miséria de não te amar? Ai de mim! Dize-me, por tuas misericórdias, Senhor meu Deus, o que és para mim. Dize à minha alma: “A tua salvação sou eu.” Dize-o de modo que eu ouça. Eis aqui diante de ti os ouvidos do meu coração, Senhor; abre-os, e dize à minha alma: “A tua salvação sou eu.” Que eu corra atrás dessa voz e te alcance. Não me escondas teu rosto: morra eu para que não morra, para que eu o veja.
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