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Metodologia (Skepvox)

Esta página define regras mínimas para manter a rota /demos do Skepvox útil, verificável e justa.

1) Princípios

  • Evidência antes de opinião.
  • Linguagem neutra e anti-difamação (sem rótulos; status explícito).
  • Privacidade: sem doxxing e sem incentivo a assédio.
  • Correções fazem parte do trabalho (conteúdo é vivo).

2) Tipos de conteúdo

  • Pessoa: atuação pública (política, empresarial, institucional).
  • Organização: empresa, órgão público, partido, associação etc.
  • Evento: fato datado (nomeação, contrato, denúncia, sentença, votação…).
  • Caso/Processo: inquérito/ação/processo com identificador, quando houver.

3) Linha do tempo vs Eventos

Para reduzir ambiguidade e facilitar cruzamentos, cada nota de entidade deve ter duas camadas:

  • Linha do tempo: “CV” contínuo (por períodos) desde o marco inicial.
    • Pessoa: começa com nascimento.
    • Organização/empresa: começa com fundação/criação.
    • Caso: começa com a ocorrência (ou abertura do procedimento) que define o caso.
    • Se houver lacunas relevantes, elas devem ser explícitas (ex.: 1975–1980 — Nenhuma informação encontrada.).
  • Eventos: lista de fatos datados, pontuais e verificáveis (o máximo possível), cada um com Status + Fonte.

4) Como escrever eventos

Cada evento deve ter:

  • Data (ou intervalo).
  • Descrição curta e neutra.
  • Status quando aplicável: investigado/denunciado/réu/condenado/absolvido etc.
  • Fonte(s) (idealmente primárias).

Evitar:

  • “Fulano é corrupto”.
  • Julgamento moral sem base documental.

Preferir:

  • “Segundo decisão X…”
  • “De acordo com reportagem Y…”
  • “Foi denunciado por… (status atual: …)”

5) Fontes

Fonte é evidência, não “autoridade”. Nenhuma fonte é automaticamente confiável — inclusive fontes oficiais, indicadores e KPIs podem ser publicados de forma incompleta, enviesada ou manipulada.

Regras práticas:

  • Triangulação: para afirmações relevantes, buscar 2+ fontes independentes. Se houver apenas 1 fonte, escrever isso explicitamente e reduzir o escopo do texto ao que a fonte diz (“segundo X…”).
  • Fontes conflitantes: não “escolher um lado” sem base; registrar a divergência e atualizar quando houver decisão/auditoria/retificação.
  • KPI/indicador: sempre incluir definição, metodologia, período, base de comparação e possíveis limitações. Tratar como “indicador publicado por X” até haver auditoria/checagem independente.
  • Arquivamento: sempre registrar data de acesso e, quando possível, guardar link arquivado (ex.: Web Archive/Wayback) e registrar data de acesso.

Páginas mutáveis (arquivamento)

Algumas URLs são “mutáveis” (ex.: páginas institucionais que trocam de conteúdo quando muda a gestão). Para reduzir perda de contexto:

  • priorize links arquivados (Wayback/Web Archive) quando funcionarem;
  • registre claramente a data de acesso e, se aplicável, a data do arquivamento.

Nota: nesta fase, o Skepvox não mantém snapshots locais (PDF/PNG/HTML) como rotina, por custo/escala.

Tipos de fontes (uso recomendado):

  • Documento público/primário (Diário Oficial, decisões, acórdãos, TCU): ótimo para “o que foi registrado”, mas não garante interpretação correta.
  • Auditoria/controle (TCU, CGU, relatórios técnicos públicos): geralmente forte, mas ainda exige leitura crítica e contexto.
  • Imprensa: útil para cronologia e contexto; preferir múltiplas matérias e evitar extrapolar além do texto publicado.

6) Correções

Quando houver disputa, a regra é simples:

  • Ajustar texto para refletir o que a fonte realmente diz.
  • Atualizar status (ex.: investigação arquivada).
  • Registrar a mudança na própria página (data + motivo + fonte).

7) IDs e consistência

Para facilitar automação e grafos, as páginas devem usar IDs estáveis (ex.: person--nome-sobrenome, org--empresa-x, evt--yyyy-mm-dd--slug).

  • Use -- entre tipo e slug (person--...).
  • Use - dentro do slug (sem espaços e sem --).
  • Use demos.mapLabel para um rótulo curto no /demos/mapa (1–2 palavras ou sigla; use - para separar).

Além do demos.id, use demos.identifiers para guardar identificadores externos públicos (ex.: wikidata, tse, cnpj quando aplicável).

  • Não armazenar CPF (nem “parcial”).
  • Para rastrear a linhagem do grafo, toda página de entidade deve declarar:
    • demos.seed: yes (semente) ou no (nota derivada);
    • demos.seed-id: o demos.id da semente que originou a nota.

8) Abordagem investigativa (hipóteses e rede)

O Skepvox não assume que “já sabemos a verdade”. A postura é investigativa: partimos do que é verificável, registramos lacunas e formulamos hipóteses testáveis.

Regras:

  • Hipótese não é fato: hipótese deve ser escrita como pergunta ou possibilidade (“pode ter havido…?”), nunca como acusação (“houve manipulação…”), até haver evidência robusta e corroborada.
  • Evitar viés de confirmação: para cada hipótese relevante, registrar pelo menos 1 contra-hipótese plausível e quais evidências a sustentariam.
  • Expansão do grafo não é aleatória: novas páginas (pessoas/organizações/casos) devem nascer de uma conexão documentada (um evento, vínculo ou citação com fonte). Isso mantém o mapa “rastreador”, não “enciclopédico”.
  • Perguntas abertas são parte do conteúdo: manter uma seção “Perguntas abertas” quando existir incerteza material, com próximos passos e fontes-alvo (ex.: decisão, acórdão, relatório técnico, auditoria, entrevistas públicas). Para reforçar o foco investigativo, essa seção deve ficar logo no topo da nota, imediatamente após “Por que está no mapa”.

Rastreio de perguntas (perguntas-alvo)

Para garantir que o mapa avance hipóteses (em vez de só criar novas), cada “Pergunta aberta” deve ser rastreável e cada nota derivada deve declarar quais perguntas ela tenta reduzir.

Regras:

  • Toda pergunta tem um ID estável (para busca, automação e revisão):
    • Formato: q--<note-id>--<nnn>.
    • note-id: o demos.id da nota onde a pergunta vive (ex.: person--nome-sobrenome, org--nome-da-org, case--nome-do-caso).
    • nnn: número sequencial de 3 dígitos dentro da nota (001, 002, …). Evite renumerar; novas perguntas entram com o próximo número disponível.
    • Ex.: q--case--operacao-spoofing--001.
  • Toda pergunta tem um “Estado” (sempre explícito):
    • aberta — sem trabalho direcionado ainda.
    • em-apuracao — existe pelo menos 1 nota derivada atacando a pergunta.
    • parcial — parte da pergunta foi respondida com evidência; lacunas relevantes permanecem.
    • respondida — a pergunta foi respondida dentro do que é verificável publicamente (com fontes).
    • refutada — evidência robusta contradiz a hipótese principal (e a contra-hipótese explica melhor).
    • inconclusiva — não há evidência suficiente, mesmo após tentativas de apuração.
  • Notas derivadas devem declarar perguntas-alvo no frontmatter:
    • demos.target-questions: lista de IDs q--... que a nota pretende avançar (1–3, por padrão).
    • No corpo, repetir em ## Por que está no mapa como “Perguntas-alvo (rastreamento)” (para leitura humana).
  • Manutenção obrigatória (mapa vivo):
    • Ao criar/atualizar uma nota derivada, revisitar as notas onde as perguntas-alvo vivem para:
      • atualizar o Estado (geralmente para em-apuracao ou parcial),
      • adicionar “Notas que avançam” (links) dentro da pergunta,
      • e ajustar “Próximos passos” conforme novos documentos/peças surgirem.

Formato sugerido para hipóteses (no corpo da página):

  • Hipótese (aberta) — enunciado curto; o que sustentaria; o que refutaria; quais fontes buscar.

Formato sugerido para perguntas abertas (no corpo da página):

  • q--<note-id>--001
    • Pergunta: …
    • Estado: aberta.
    • Hipótese: …
    • Contra-hipótese: …
    • Próximos passos: … (documentos-alvo)
    • Notas que avançam: … (links internos)

Escolha do próximo nó (não aleatório)

Para evitar um “mini‑wikipedia”, novas páginas devem ser criadas como próximo passo investigativo — isto é, como uma pista que reduz incerteza e abre documentos/decisões para verificação.

Antes de criar uma nova página, responda:

  • Qual hipótese/pergunta ela ajuda a testar agora?
  • Qual conexão documentada justifica a criação (evento/vínculo + fonte)?
  • Quais documentos primários essa página ajuda a buscar (voto, acórdão, relatório, ata, contrato, registro público)?

Regra: toda nova página deve, logo após a linha de atualização, incluir:

  • “Situação atual” (o que sabemos hoje: cargo/função, localização em alto nível, vínculo institucional, custódia quando aplicável — sempre sem doxxing);
  • “Por que está no mapa” (conexão de origem + evidência mínima + fontes-alvo).
  • “Perguntas abertas (hipóteses)” (quando houver): IDs q--..., estado, próximos passos e links para “Notas que avançam”.

Regra de manutenção (mapa vivo):

  • Quando uma nota derivada for criada ou atualizada, revisar as notas relacionadas para decidir se:
    • um novo item deve entrar em Eventos e/ou Linha do tempo, ou
    • se basta criar/atualizar o link entre as notas (com fonte).

9) Exportação de dados (JSON/JSONL) e Mapa

Para manter o conteúdo “pronto” para:

  • busca/SEO (dados estruturados e indexáveis),
  • visualização de rede (nós/arestas),
  • e futura aplicação de IA (treino/consulta),

o Skepvox exporta cada nota do /demos para um artefato público em JSON.

Regras:

  • Markdown é a fonte da verdade: o JSON é derivado (regerável).
  • A exportação deve preservar o conteúdo integral (frontmatter + corpo).
  • O grafo do /demos/mapa deve ser gerado a partir desses dados, não “na mão”.

Comandos:

  • Gerar dados: pnpm demos:data
  • Restaurar notas a partir do JSON (emergência): pnpm demos:import

Saídas:

  • src/public/demos-data/notes/<demos.id>.json — 1 arquivo por nota (conteúdo integral; usado para backup/import).
  • src/public/demos-data/notes-meta/<demos.id>.json — 1 arquivo por nota (metadados leves; usado pelo mapa/painel).
  • src/public/demos-data/notes.jsonl — todas as notas em JSONL (1 linha por nota).
  • src/public/demos-data/graph.json — grafo agregado consumido por /demos/mapa.
  • src/public/demos-data/subgraphs/<demos.id>.json — subgrafo por nota (2 saltos; consumido por mapas individuais).
  • src/public/demos-data/questions.json — índice agregado de perguntas (backlog/alertas; consumido por /demos/perguntas).
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