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Porventura o céu e a terra te contêm, pelo fato de que os enches? Ou é mais certo dizer que os enches, mas que ainda sobra alguma parte de ti, já que eles não te podem conter? E para onde derramas o que sobra de ti, depois de cheios o céu e a terra? Mas, por acaso, tens necessidade de ser contido em algum lugar, tu que conténs todas as coisas, visto que as que enches o fazes contendo-as? Porque não são os vasos cheios de ti os que te tornam estável, já que, embora se quebrem, tu não te derramarás; e, quando te derramas sobre nós, não o fazes porque cais, mas porque nos levantas, nem porque te dispersas, mas porque nos recolhes. No entanto, todas as coisas que enches, enche-as todas com todo o teu ser, ou talvez, por não te poderem conter totalmente todas, contêm apenas parte de ti? E essa parte de ti a contêm todas e ao mesmo tempo, ou cada uma a sua, as maiores a maior parte e as menores a menor parte? Então alguma parte de ti seria maior, e outra menor. Acaso não estás todo em todas as partes, sem que haja coisa alguma que te contenha totalmente?

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